Salve Jorge!

Oração a São Jorge

Chagas abertas, sagrado coração todo amor e bondade, o sangue do meu senhor Jesus Cristo no meu corpo se derrame, hoje e sempre.

Eu andarei vestido e armado, com as armas de São Jorge, para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me encherguem, e nem em pensamento eles possam ter para me fazerem o mal, armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças quebrarão sem meu corpo chegar, cordas e correntes se arrebentarão sem o meu corpo amarrarem.


Jesus Cristo me proteja e me defenda com o poder da sua santa e divina graça, a Virgem Maria de Nazaré me cubra com seu sagrado e divino manto, me protegendo em todas as minhas dores e afliçoes e Deus com a sua divina misericordia e grande poder seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meus inimigos, e o glorioso São Jorge em nome de Deus, em nome de Maria de Nazaré , em nome da Falange do Divino Espirito Santo estenda-me o seu escudo e as suas armas poderosas defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza dos meus inimigos carnais e espirituais , e de todas as suas más influencias, e que debaixo das patas de seu fiel Ginete meus inimigos fiquem humildes e submissos a Vós sem se atreverem a ter um olhar sequer que me possa a prejudicar.

Assim seja com o poder de Deus de de Jesus Cristo e da Falange do Divino Espirito Santo, Amém.

Categoria: Fases Lunares

Escrito por Lua às 09h49 PM
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Filosofias

Segundo a irmã desta Lua : The Italian Stallion knew best!

"Let me tell you something you already know.
The world ain't all sunshine and rainbows. It is a very mean and nasty place and it will beat you to your knees and keep you there permanently if you let it. You, me, or nobody is gonna hit as hard as life. But it ain't how hard you hit; it's about how hard you can get hit, and keep moving forward. How much you can take, and keep moving forward. That's how winning is done. Now, if you know what you're worth, then go out and get what you're worth. But you gotta be willing to take the hit, and not pointing fingers saying you ain't where you are because of him, or her, or anybody. Cowards do that and that ain't you. You're better than that!"
 
It ain't over until it's over.

Gente, me caiu como uma luva...de boxe.

 

Categoria: Fases Lunares

Escrito por Lua às 07h09 PM
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R*inha de Cães

Fomos ao evendo familiar Poético das sextas-feiras que aconteceu na casa da Poeta Mãe. Por ser na casa da matriarca o Poeta decidiu levarmos o Astronauta conosco. O Buzz  já foi várias vezes lá e apesar de uns atritos com o Poodle da casa, sempre dava para controlar a situação. Mas o universo do cães tem um tempo diferente do nosso. Astronauta até alguns meses era filhote, hoje já é um jovem macho fazendo xixi nos cantos e espalhando feromônios, coisa que o nosso amigo Poodle não gostou. Dados do Poodle: tem oito anos, um cão genioso, líder e de alta energia. Ele faz o que quer, rosna, morde, não obedece à comandos de ordem. Me parece um cão em desequilíbrio. Por que sei disto? Eu li muito depois que Astronauta veio para nossa casa, coisas sobre o mundo dos cães: Livros que recomendo: O Encantador de Cães -  Cesar Millan, Adestramento Inteligente - Alexandre Rossi. Voltando ao causo , recentemente o Poodle esteve doente e agora está se recuperando e me parece com plena energia. Ele não gostou nada do Astronaura no território dele e como quem manda é ele tratou de fazer valer sua vontade: depois de dois enfrentamentos com muitos latidos e rosnados os dois se pegaram e sobrou um grito do Astronauta. Cá comigo pensei: não vai dar certo, tem muita gente aqui inclusive crianças, o Astronaura é boa praça e o Poodle é ciumento, já mostrou que não gostou mas o Buzz quer brincar e, cá pra nós, por que não medir forças? Eu falei para o Poeta que era melhor levar o Buzz para casa, do contrário não teríamos sossego, mas não...aquela coisa: prende um e solta o outro. Tá bom, botamos o Astronauta na área de serviço para podermos comer. Após o jantar alternamos os cães, prendendo o Poodle na área de serviço. Aí entra Poeta Mãe na lavanderia e solta o Poodle no melhor estilo "ai, ele escapou" e eles precisam se acostumar um com outro. Os cãezinhos se atracaram embaixo da mesa. Dava medo o barulho dos dois. Agora imagina eu presa para fora da mesa (que estava ocupada por 12 outras pessoas) ouvindo os cães brigando e sem poder chegar até eles e sabendo que isto ia acontecer. Gente rindo e gritandinho débeis "Pára" e os cães nem aí. Só faltei arrancar Poeta Pai da cadeira, catei o Astronauta e disse: CHEGA, eu não quero mais isto, vamos levar ele para casa. Que nada, veio a chateação de: não precisa, fecho o Poodle lá dentro, o que é isto, não foi nada. Este povo é lerdo ou tá querendo um real? Não é pelos cães apenas, têm crianças brincando junto com eles e do jeito que o Poodle é desequilibrado uma hora ia dar merda. Expliquei isto para a Poeta Mãe mas sempre a mesma cantilhena: prendi ele no quartinho agora, ninguém vai lá. Puerra, também não é certo, o Poodle está na casa dele, no território dele, no ambiente dele. Este tipo de atitude só reforça o comportamento e ele vai associar a presença do Astronauta à punição e ficar cada vez mais agressivo. É um cão dominante, manipulador e extremamente inteligente, na escala de inteligência dos cães ele é o segundo, os malteses estão em 52 lugar. Não que sejam burros ou inteligentes, é a sua capacidade de perceber padrões com mais ou menos  repetições. O Maltês é um cão disperso por natureza, precisando de 40 a 80 repetições para repetir um padrão. Os poodles são Ases!  Mas adianta falar isto tudo? Não porque só entendem que são cachorrinhos que precisam se conhecer. Ai, bati o pé, passei por louca, doida, desequilibrada e mãe de cachorrinho e Poeta e eu levamos o Astronauta para casa e depois voltamos para o evento.  No caminho tive que aguentar o Poeta me alugando com: sua reação está desmedida, são só cães e blá, blá, blá. Eu nem sei como consegui explicar para ele o que citei acima, só sei que acrescentei: eu não gosto de remediar as coisas. Gosto de agir preventivamente. Moramos à 4 km  da casa da Poeta Mãe, logo é melhor prevenir e não custa nada. Querem esperar o quê? Alguém ir ao quartinho e abrir a porta e vir com desculpa amarela "ele escapou, que cãozinho mau"? Um dos cães se machucar? Morderem uma das crianças? Ficarem mais agressivos um com o outro? Ou estavam esperando para fazer apostas na r*inha de cães que se montou sob a mesa? (porque eu entrei lá e vi os cães atacando e revidando!). Poeta meu amor, cachorro não é gente e conversinha do tipo: "olha ele é teu amiguinho" só funciona com criança de jardim de infância.  O Poeta foi entendendo que eu estava decidida a evitar uma briga entre os cães e que não ia deixar a coisa rolar e ouvir desculpinhas.

Fiquei muito chateada com o que aconteceu, por perceber que estavam achando que eu estava defendendo o Astronauta no melhor estilo mamãe do caozinho. Depois na volta para o evento decidi deixar pensar o que quiserem. Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é. Se para evitar uma situação bomba-relógio passei por dondoca descontrolada e pitizenta que seja. Meu consolo é ver o Astronauta feliz da vida aqui fazendo xixi na porta para que eu lhe dê atenção (ai...vamos ao capítulo do livro que trata de: chamando atenção) e o Poodle dono do seu espaço, de barriguinha para cima deixando claro...sou submisso, mas quando quero.

Categoria: Não gostou que coma menos

Escrito por Lua às 03h04 PM
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Da série frases...

Do livro "Porque os homes fazem sexo e as mulheres fazem amor" de Allan e Barbara Pease

Qual a diferença entre erotismo e tara?

Erotismo é quando você usa uma pena.

Tara é quando você usa a galinha.

 

Escrito por Lua às 12h25 PM
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Do and Dont's

Eu estava devendo a tal lista das coisas que gosto e não gosto.

Voilá!

Gosto

Poeta em casa cedo, música legal no rádio do carro, papelaria, livraria, loja de material de construção. Fazer mosaico, instalar coisas em casa, cuidar do jardim, replantar flores, regar as plantas em silêncio. Dia de trabalho pordutivo, apresentação de resultados, planejamento de metas. Café preto passado fresco, leitura antes de dormir, roupas indianas, cozinhar coisas diferentes, ir ao mercado municipal. Usar bem o meu tempo, ficar de bobeira vendo novela, passear com o Autronauta, planejar coisas que quero fazer mesmo que nunca as faça. Cumprir o planejado. Pesquisar coisas diferentes como veterinária, decoração, mecânica, aquarismo, maternidade, mergulho. Ficar no sossego da minha casa, conversar com gente diferente, gente simples, gente inteligente. Sorriso de bebês, domingo sem compromisso, segunda sem sobressalto. Ir à joalherias e lojas de brinquedos. Contrariar "just for the fun of it".

Ataque aos nervos

Tentarem me manipular, gente que estaciona em vaga para deficiente, condomínio, ouvir gente sem noção e não poder revidar. Papo magro, dizer o óbvio e ter que repetir, gente de alma ignorante, gente lerda e lesa. Cobrança, gastarem meu tempo com bobagem, valorização da mediocridade, gente açucareiro (que sempre estão com as mãos nos bolsos). Agora não, precisa ser agora? Hã? Quando não prestam atenção e pedem para repetir. Bife de fígado, criança que grita, fila em restaurante, comer sozinha. Celular sem bateria, cadarço que desamarra, calças apertadas (regime), criticar meu prato na hora da refeição. Ter que pensar em tudo 100% do tempo (80% já está bom), negociar preço, leniência, jeitinho brasiliero.

Categoria: Fases Lunares

Escrito por Lua às 10h02 PM
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Arremesso de tamancos

Finalmente os parentes do Poeta conseguiram uma tamancada.

Temos um evento familiar todas as sextas feiras na casa de um dos 6 anfitriões (o pequeno mundo da Lua com o Poeta é uma dastas casas) e desde fevereiro SEMPRE alguém nos pergunta sobre filhos de forma que a repetição tornou a curiosidade inocente em intromissão ostensiva e intrusiva. A freqüência é tal que ou na sexta, ou no sábado ou no domingo sem falha uma das criaturas me faz a mesma pergunta. No post anterior eu já havia me queixado não é mesmo?

Há cerca de três semanas eu tive que aguentar, na minha casa, parentes Poéticos de primeiro escalão perguntando quantos anos eu tinha feito, que já seria uma futura gestante idosa, com possibilidade de hipertensão, diabetes e etc.. Não, não coloquei esta gente porta fora, simplesmente disse que meu médico (aliás recomendado pelo médico da família Poética) me disse que estava tudo bem de forma que como NINGUÉM ali presente era MEU médico (porque a família está coalhada de médicos) a opinião deles não me importava. Chato, muito chato...ainda mais que estavam na minha casa e eu não queria ser descortês. Poeta me disse que viu a coisa toda e que achava que depois disto as coisas iriam se acalmar, que ele mesmo iria dar um toque na Mãe Poética para dar uma segurada nos parentes. Eu duvidei. Uma amiga sempre diz que “Tem gente que não entende meias palavras ou sutilezas, só te entende quando você arremessa o tamanco na cabeça deles”.

Combinei com o Poeta mais sutilezas antes de arremessar o tamanco, coisas como mudar de assunto, fazer pouco das perguntas, dizer para irem rezando, dicas de que estavam sendo intrusivos. Não deu mais...o tamanco voou. E olha que foi de leve, mas criou um mal estar sem tamanho. Tudo começou com a pegunta de sempre e alusão ao fato de termos um cão, que o cão tinha substituido o filho. Então dentro da tática da sutileza peguntei para a pessoa se estava na vez dela perguntar porque parecia que estavam fazendo um rodízio uma vez que cada semana um me perguntava a mesma coisa. A pessoa em vez de perceber que tinha sido intrusiva (pobre Lua inocente...porque será que eles são sem noção?) me peitou e disse: é, tá sim comigo o bastão, e aí? Bom, eu ainda dei um saída dizendo: que ótimo, então tudo o que você ganhou foi o marreco da semana! A pessoa não parou e entrou mais gente na conversa como minha sogra gritando do outro lado da sala, “eu esta semana ainda não perguntei, tá na minha vez”, no que eu tive que dizer: Que inferno, toda semana vocês me perguntam a mesma coisa, sem falta, tá começando a chatear. Até o Poeta falou: vão rezando mulherada, parem de perguntar e rezem mais, quem sabe Deus escuta vocês. Ah, aí me dizem: pra que colocar Deus na conversa, a gente pede proteção pra Deus e não estas coisas. No que eu respondi: Azucrinem Deus com este assunto, Ele é misericordioso e aguenta a falação, eu, pobre mortal já estou de saco cheio. Não há quem aguente.

Minha sogra veio então me abraçar e dizer: minha norinha, não fique brava comigo, eu só quero MEU neto! No que eu respondi bem baixinho, apenas para ela ouvir “não estou brava, AINDA!”

Fiquei muito chateada com o acontecido, porque imaginei que ao tentar ser sutil as pessoas perceberiam que estavam passando dos limites e não teria que ser direta. O que consegui com isto foi ficar frustrada porque passei semanas estudando saídas não agressivas e as colocando em prática para no final da contas ter que ser rude enquanto poderia ter me poupado estas semanas e ter sido rude logo no começo. Isto tudo porque não anunciamos que estamos tentando, mesmo porque não estamos. A pergunta lá de fevereiro foi: vocês vão ter filhos? Sim vamos. Quando? Ainda não sabemos. Eu já respondi estas duas perguntas para TODOS os parentes e conhecidos da família Poética pelo menos duas vezes. Imagina ter que repetir TODA semana as mesmas respostas para a trupe do evento familiar da sexta-feira? E como se não bastasse a pergunta repetida tem as opiniões, dispensáveis e inoportunas.

Analisando a situação vejo dois panoramas.

O primeiro mostra que minha formação é muito diferente da nova família pois na minha casa uma vez dito é feito e nesta família não. Eles se insultam durante uma discussão e tudo fica por isto mesmo depois que a poeira baixa. Eu não quero chegar a brigar com ninguém porque uma vez dito, eu faço e seguindo a dinâmica deles não dá para sustentar o dito.

São dois extremos que não são bons e encontrar o meio termo é meu moto.

O segundo panorama me mostra que não posso deixar as coisas ficarem muito pesadas para depois agir porque eles não entendem sutilezas (porque entender sutilezas se quando o bicho pega sempre tem a turma do deixa disto?) e quando eu explodo é hecatombe nuclear e não pode ser assim.

Modos que vou assumir a postura da distância e superficialidade e do tapinha pedagógico na mão. Foi demais da conta, bati.

Não vou mais ficar esperando ver se as coisas se acomodam porque elas não se acomodam, eu fico cada dia mais apimentada e com isto minha reação fica a cada dia pior e termina eu sendo rude de qualquer forma e a diferença é que sofri dias tentando evitar o inevitável e acumulando minha raiva.

Não que eu vá abrir a metralhadora giratória e desancar todos por qualquer coisa. Não quero isto, apenas vou dar menos tempo de saída digna para as pessoas. No terceiro episódio vou baixar a borduna pra não ter que apertar o botão vermelho e lançar um míssil nuclear no final da série. Pra quem não sabe, borduna é arma usada por índios, muito rudimentar e com ínfimo poder de estrago se comparado com o míssil.

Bem, é fato que mesmo a borduna pode matar...

Categoria: Não gostou que coma menos

Escrito por Lua às 09h39 PM
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Trindade dura de engolir

Esta semana me pus a fazer uma lista de gosto/não gosto, vou postar em breve. Tem algo que não foi para o papel no momento de introspecção da lista, mas pipocou na minha mente como uma das coisas que eu realmente não gosto, mais que bife de fígado, mais que criança que grita:

Detesto a Trindade Rock'n'Roll, Carne Assada, Cerveja Gelada. Calma lá, adoro carne, tomo uma cervejinha e até curto um bom rock. Estou falando na TRINDADE. Tem gente que tem isto como moto, como razão de viver, uma "santíssima trindade". Como eu descobri que detesto isto? Bom, ouvi um colega desejando a "trindade" para o final de semana e deixando claro que diferentemente disto não há prazer na vida. Como se almejar algo diferente fosse blasfêmia. Entendeu? Captou? Me deu um nó no estômago, achei tamanha a falta de perspectiva que fiquei com pena. Descobri que sempre achei limitado. Que chato, conheço tanta gente boa que gosta de rock, carne e cerveja. Ah...mas não a idolatram como se fosse a Santíssima Trindade! Tá explicado.

Categoria: Fases Lunares

Escrito por Lua às 08h47 PM
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Filhotes

 Tá, experimente ter mais de trinta, ainda não ter filhos e resolver comprar um cão. É incrível a quantidade de coisas que as pessoas dizem. Os Avós em potencial, especialmente se nunca o foram, puxam a fila dos sem noção ao encherem a boca para defender o neto nem gerado como se o pobre canino fosse uma ameaça a sua existência. Simplesmente ridículo porque não estou falando de um comentário passageiro ou jocoso. É todo o tempo coisas do tipo: “pare de agradadar este cachorro, eu quero meu neto”, “não vai esquecer de me dar um neto”, “quando meu neto nascer o cachorrinho vai ficar de lado, vc vai ver, não terá tempo para nada”. Como se não bastasse os avós tem ainda a parentada com “larguem mão deste cachorro e tenham logo um filho”, “no lugar de vcs eu acho uma perda de tempo esperar mais”.


Você deve estar se perguntando se ainda temos pais, avós em potencial ou relacionamento familiar porque a vontade de ser muuuuito mal educada é i-ne-nar-rá-vel!

Nem vou gastar dedos aqui justificando o que não tem justificativa, cada um sabe de si.

Tenho certeza que um dos infernos de Dante eu vou conhecer o dia em que finalmente gerar esta criança e for criá-la numa casa com um cachorrinho. Já estou pedindo paciência desde já porque se pedir força posso acabar batendo até matar um ou outro intrometido que sugira nos livrarmos do Astronauta.


Categoria: Three words: No fu**ing way

Escrito por Lua às 09h33 PM
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Post perdido

 

Andei faxinando o pc e achei um causo sobre o começo do ano.

 

O ano começou cansado, logo não via a hora de entrar em férias. Uma das vantagens em ter pais com casa na praia é que sempre temos um lugar para cair no litoral, seja em que época do ano for. A desvantagem é que se esta data coincidir com feriados religiosos, nacionais ou reveillon pode esquecer o sossego.  Pode tratar de treinar o desapego aos calmos momentos de meditação silenciosa na família lunar e tratar de se alistar na luta sangrenta de quem vai lavar a louça do batalhão na família poética.

Estávamos estourados e precisando descansar. Planejamos um dolce far niente na praia poética, recheado de livros apetitosos que passamos o ano garimpando, sonecas pós almoço e caminhadas vespertinas para a consciência não pesar com os sorvetes e cafés da tarde. Pasmem, conseguimos fazer isto mas não sem ter que declinar passeios ma-ra-vi-lho-sos à prainha-não-sei-de-onde, ao calçadão do point da galera descolada e demais programas agitados. O povo não consegue entender que apesar de nossos trinta e poucos gostamos e queremos sossego vez em quando. Somos bichinhos quietos, o Poeta e eu.

A familhagem poética não é muito grande que exija um acampamento de campanha, mas eles têm um comportamento sui generis que após vários dias fica muito escancarado, evidente e que sem uma boa dose de humor pode comprometer as férias. Tá, tá...esta Lua aqui é metódica e tem fases, logo meu comportamento certamente é destoante e se faz notar. Aceito que passo muito tempo na fase minguante, isto é auto crítica.

O comportamento

          Acho muito engraçado as pessoas que conversam sem escutar o que o interlocutor está dizendo. É uma repetição de frases que me levam à loucura. Uma conversa de meia hora nunca versa sobre nada que retenha a atenção nem sobre nada que varie mais que 4 temas. Os assuntos são recorrentes, as soluções encontradas numa discussão são esquecidas como que num acordar de transe hipnótico, redescobertas todas novamente e tem sempre um cidadão que chega e pergunta algo do nada com outro que resolve explicar tudo de novo. Tá confuso? Hum, no começo também fiquei mas me lembrei que estava em férias e passei a me divertir, mesmo porque eles não agem assim apenas nas férias...é a rotina familiar. Ouvir sem julgar como é que pessoas com este perfil vivem e ver o quanto pode ser viertido ver alguém contar uma história com riqueza de detalhes e rapapés .Agora multiplica o causo por 5 repetições, divide por 30 minutos de prosa e soma (com um pouco de sorte) mais um assunto; voilá...o resultado é gente animada e feliz resolvendo problemas no litoral.

A louça

          Louça em praia é o ó. No seio familiar lunar os problemas são outros (que conto noutro conto) e a louça nunca é problema. Ela é suja, lavada depois da soneca e deixada para secar até a hora do jantar. Pra mim tá 10! Sempre tem um descansado no rodízio para fazer o serviço. No núcleo poético a coisa é alucinante. A louça tem que ser lavada quase que simultanea e totalmente com o povo usando e por duas únicas pessoas. Poeta Mãe e Poeta Vó. Juro que eu e a Concunhada tentamos ajudar mas a coisa é tão furiosa que as duas Poetas praticamente se engalfinham pela bucha e detergente antes mesmo da sobremesa ser servida. Poeta Vó com 90 anos levanta antes de todos para começar a lavar e Poeta mãe vai atrás com o mesmo discurso do me dá que eu vou lavar, não mãe, sente e coma uma sobremesa, olhe os outros que ainda nem terminaram. Quando finalmente a Vó senta, adivinha? Poeta mãe em vez de sentar com todos fica lavando a louça freneticamente. O enloquecedor é que isto acontece assim mesmo em cada refeição. Agora veja a situação da Lua aqui e demais agregadas do sexo feminino...porque apesar das anciãs sempre dizerem que elas limpam a cozinha, experimenta ficar fora da sentinela para ver...sua fama de preguiçosa sobe a serra antes do feriado acabar e mesmo que isto não aconteça, vai arriscar? Nesta luta de foice sobram atividades como guardar as sobras dos alimentos (o que é um porre uma vez que não é nossa casa e tudo temos que perguntar como quer que guarde), varrer o chão e passar pano. Estas duas últimas atividades são muito rápidas de fazer...aí ficamos Lua e Concunhada tentando roubar o pano da Poeta Vó ou a bucha da Poeta mãe. Depois de uns dias mudei de estratégia, logo que a batalha começava eu anunciava que nesta luta eu não tinha chance porque era Lua e não Poeta, que assim aque elas cansassem eu daria uma mãozinha mas que como não tinha chance nem entraria na disputa. Resultado foi que sobraram umas loucinhas para mim e para a concunhada para que nossa fama de noras aproveitadoras morresse na praia.


Em tempo...Poeta Mãe comprou uma lava-louças e teremos aventuras diferentes nas próximas férias. Aguardem!

Escrito por Lua às 11h15 PM
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Como a Lua encontrou o Astronauta

Foi amor à primeira vista e uma semana de namoro.

O pequeno Astronauta entrou no mundo da Lua não por impulso, mas por algo "karmico". Sempre quisemos ter um cão em casa e fomos a muitas feiras de filhotes sem nunca voltar com aquela sensação de ter deixado um amigo para trás. Foi assim que me senti quando saí daquele pet shop num shopping center em pleno sábado, indo em direção ao estacionamento. O Buzz me olhou de dentro daquele vidro e imediatamente saí da loja e falei para o Poeta me tirar de lá ou eu ia fazer uma besteira. Segundos...hilário e ao mesmo tempo ridículo. Já no carro indo para casa fiquei com aquela sensação que descrevi...de ter deixado um amigo para trás. No dia seguinte voltamos ao mesmo shopping para um cineminha, não sem antes eu recomendar que levassemos apenas o dinheiro do cinema e da pipoca, just in case. Passamos pelo pet (caminho entre o estacionamento o o cinema) e ele não estava em exposição...tá, não era para nós. Vírgula, ao saírmos do cinema, o shopping estava fechando as portas e passamos pelo pet de novo, onde os proprietários estavam recolhendo os filhotes para as gaiolinhas da área de banho e tosa. Olhei e nos vimos. Ridículo e hilário. Chamei o Poeta e quando olhei de novo o cãozinho tinha se levantado para se fazer ver. A distância das gaiolas é relativamente grande da vitrine e todos estavam muito agitados com o "recolhimento", por isto me supreendeu a atenção dele no meio daquela muvuca.  Saimos de lá mais rápido ainda e passei a semana pensando no acontecido. Na sexta-feira resolvi procurar o telefone do pet na lista, liguei e perguntei sobre o maltês que estava a venda na semana passada.

-Ele ainda está aqui, me disse a moça, e não está reservado. Vamos ter que devolver porque ele está muito grande e pula para fora da vitrine e temos mantido ele na área de banho e tosa.

-Ele está vacinado? Quanto tempo ele tem? Perguntei.

-Vou ver na carteira de vacinas dele, um momentinho...Olha, ele tem duas das três vacinas e nasceu dia bla/bla/bla...está com 4 meses., disse a moça.

Neste momento meu coração disparou...a data bla/bla é a data de aniversário de casamento com o Poeta. Perguntei até que horas eles ficavam abertos e desliguei para em ato contínuo ligar para o Poeta.

-Alô, Poeta.

-Oi Lua, o que foi?

-Liguei para o pet shop ainda agora.

-Ai...murmura o Poeta sabendo que vinha chumbo.

Contei toda a história e ele me disse que passaria na hora do almoço para ver o cãozinho com mais detalhes já que o pet é perto do trabalho dele.

Lá pela uma da tarde me liga o Poeta.

-Vi o bichinho e peguei ele no colo. Ele está todo sujo e muito agitado, tremendo. Ele está mal de estar lá fechado naquela gaiolinha, disse o Poeta já tendo recebido o golpe de misericórdia do próprio cãozinho.

-Você quer mesmo ficar com ele? Pergunta o Poeta.

Era tudo o que eu queria ouvir. Liguei para o pet e pedi para darem um banho nele e reservarem para mim porque iria buscá-lo no final da tarde. Foi uma das sextas-feiras mais longas da minha vida.

Voltamos para casa com um cão maltês todo curioso e carinhoso.

Também como não se apaixonar por este olhar? 

 

Escrito por Lua às 10h00 PM
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