Como a Lua encontrou o Astronauta
Foi amor à primeira vista e uma semana de namoro.
O pequeno Astronauta entrou no mundo da Lua não por impulso, mas por algo "karmico". Sempre quisemos ter um cão em casa e fomos a muitas feiras de filhotes sem nunca voltar com aquela sensação de ter deixado um amigo para trás. Foi assim que me senti quando saí daquele pet shop num shopping center em pleno sábado, indo em direção ao estacionamento. O Buzz me olhou de dentro daquele vidro e imediatamente saí da loja e falei para o Poeta me tirar de lá ou eu ia fazer uma besteira. Segundos...hilário e ao mesmo tempo ridículo. Já no carro indo para casa fiquei com aquela sensação que descrevi...de ter deixado um amigo para trás. No dia seguinte voltamos ao mesmo shopping para um cineminha, não sem antes eu recomendar que levassemos apenas o dinheiro do cinema e da pipoca, just in case. Passamos pelo pet (caminho entre o estacionamento o o cinema) e ele não estava em exposição...tá, não era para nós. Vírgula, ao saírmos do cinema, o shopping estava fechando as portas e passamos pelo pet de novo, onde os proprietários estavam recolhendo os filhotes para as gaiolinhas da área de banho e tosa. Olhei e nos vimos. Ridículo e hilário. Chamei o Poeta e quando olhei de novo o cãozinho tinha se levantado para se fazer ver. A distância das gaiolas é relativamente grande da vitrine e todos estavam muito agitados com o "recolhimento", por isto me supreendeu a atenção dele no meio daquela muvuca. Saimos de lá mais rápido ainda e passei a semana pensando no acontecido. Na sexta-feira resolvi procurar o telefone do pet na lista, liguei e perguntei sobre o maltês que estava a venda na semana passada.
-Ele ainda está aqui, me disse a moça, e não está reservado. Vamos ter que devolver porque ele está muito grande e pula para fora da vitrine e temos mantido ele na área de banho e tosa.
-Ele está vacinado? Quanto tempo ele tem? Perguntei.
-Vou ver na carteira de vacinas dele, um momentinho...Olha, ele tem duas das três vacinas e nasceu dia bla/bla/bla...está com 4 meses., disse a moça.
Neste momento meu coração disparou...a data bla/bla é a data de aniversário de casamento com o Poeta. Perguntei até que horas eles ficavam abertos e desliguei para em ato contínuo ligar para o Poeta.
-Alô, Poeta.
-Oi Lua, o que foi?
-Liguei para o pet shop ainda agora.
-Ai...murmura o Poeta sabendo que vinha chumbo.
Contei toda a história e ele me disse que passaria na hora do almoço para ver o cãozinho com mais detalhes já que o pet é perto do trabalho dele.
Lá pela uma da tarde me liga o Poeta.
-Vi o bichinho e peguei ele no colo. Ele está todo sujo e muito agitado, tremendo. Ele está mal de estar lá fechado naquela gaiolinha, disse o Poeta já tendo recebido o golpe de misericórdia do próprio cãozinho.
-Você quer mesmo ficar com ele? Pergunta o Poeta.
Era tudo o que eu queria ouvir. Liguei para o pet e pedi para darem um banho nele e reservarem para mim porque iria buscá-lo no final da tarde. Foi uma das sextas-feiras mais longas da minha vida.
Voltamos para casa com um cão maltês todo curioso e carinhoso.
Também como não se apaixonar por este olhar?
Escrito por às 10h00 PM
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